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A carne de suínos é a mais consumida em todo o mundo. O maior produtor é a china seguida pelos E.U.A. Europa e Brasil. 1. Ventilação e insolação Os suínos, principalmente os de raça, necessitam de ambiente higiênico e salubre para que sua exploração econômica produza bons resultados. A concepção popular de que o porco é um animal que vive em lugares sujos é inteiramente falsa. Há necessidade de ficarem abrigados em locais bem arejados, procurando-se evitar as correntes de ar. Pela sua própia natureza, o porco, devido à camada de gordura, sente dificuldade para sua normal transpiração, se o ambiente é desfavorável, havendo passagem de mais ar em seus pulmões, que chega a 20-22 litros por minuto. Aeração deficiente na pocilga favorece o aparecimento de umidade. O porco alojado em locais úmidos tem desgaste de energia, maior perda de calor do seu organismo, diminuição do seu rendimento, além de estar sujeito a doenças das vias respiratórias. O leitão, menos protegido contra o frio e a umidade, é o mais sensível principalmente à ação de vírus (influenza suína, gripe dos leitões). A proteção contra umidade constitui um dos cuidados essenciais na criação de suínos. O piso deve ser executado com ligeira declividade em direção às valetas coletoras, permitindo fácil limpeza. Em regiões mais frias, o piso de tijolos é mais indicado, em vista do de concreto ter tendência a condensar a umidade do ar, ficando permanentemente umedecido. Para evitar esse inconveniente, alguns criadores costumam utilizar pranchas de tábuas. Entretanto, com o uso prolongado a madeira absorve as dejeções líquidas, podendo vir a constituir focos de doenças. Temperaturas elevadas, sem ventilação suficiente, também são bastante prejudiciais mormente para as fêmeas com crias. Com respeito à isolação, é necessário que os raios solares penetrem no interior da pocilga conservando-a mais seca, como também devido à ação dos mesmos contra bactérias. A luz solar constitui uma fonte transformadora de vitamina D nos alimentos, essencial para a prevenção contra avitaminoses (raquitismo). Por essa razão, em locais em que entra pouca luz solar em certas épocas do ano, há necessidade de adição de suplementos de vitamina D na ração. Em nossas condições climáticas, com poucas exceções, desde que se escolha boa orientação para a construção das instalações, em locais secos e protegidos contra ventos frios dominantes, o problema de ventilação e insolação praticamente não existe. As pocilgas, em geral, são construídas abertas acima de determinada altura do solo. Em regiões de clima frio, havendo necessidade de serem fechadas, os vãos de iluminação devem ficar o mais alto possível, podendo-se, inclusive, prever sistema de iluminação zenital, ou seja, através do telhado. 2. Área das instalações As divisões devem possuir áreas suficientes para que os animais se movimentem à vontade, principalmente se tratando de porcas criadeiras e leitões. O professor Nicolau Athanassof, em seu livro “Os Suínos”, indica a tabela seguinte: Leitões pequenos em grupo............................... 0,5 a 0,6 m²/ cabeça Leitões maiores em grupos................................ 0,6 a 1,1 m²/ cabeça Capados em baias isoladas................................ 1,6 a 2,2 m²/ cabeça Capados em lotes............................................... 1,2 a 1,6 m²/ cabeça Porcas criadeiras c/ leitões (raça pequena)........ 4,0 a 4,4 m²/ cabeça Porcas criadeiras c/ leitões (raça grande)........... 6,0 a 7,0 m²/ cabeça O boxe para reprodutores deve possuir no mínimo 2,00 x 3,00 m, sendo que para os de raças grandes ou pesadas, o espaço será mais amplo. Os leitões, após a desmama, devem ser abrigados em boxes próprios de no mínimo 2,50 x 4,00 para cada lote de 10, ou seja, 1 m² / cabeça. Para raças pesadas essa área será maior. 3. Características construtivas gerais Os diversos tipos de instalações apresentam características construtivas comuns, cujas principais são: a) Fundações Podem ser feitas de alvenaria de pedra ou de tijolos. A pedra é a mais empregada. b) Paredes São construídas em geral de tijolos furados ou maciços. A parte interna das paredes dos boxes onde ficam os animais, deve ser revestida até 1 m de altura, com argamassa de cimento e areia, traço 1:4, alisada com cimento puro, para maior resistência e higiene das instalações. Nas maternidades, como proteção dos leitões, evitando-se o esmagamento dos mesmos quando a porca se deita, o que às vezes ocorre, principalmente em raças pesadas, é aconselhável colocar, em volta das paredes, cano de ferro galvanizado de 1” a uma altura de 20 a 30 cm do piso, afastado da parede 20 cm. c) Piso A execução do mesmo deve ser realizada com certos cuidados. A superfície não pode ser lisa e deixa-se pequena declividade direção às valetas coletoras de águas servidas, de modo a permitir boa limpeza do abrigo. O piso mais usado é o de concreto simples, com traço de 1:3:5 de cimento, areia e brita, na espessura de 0,08 a 0,10 m. Por sobre essa laje é feito um revestimento de cimento e areia, com traço 1:4, alisado a desempenadeira. Utiliza-se também o piso de tijolos maciços rejuntados com argamassa de cimento e saibro e depois recobertos de maneira idêntica ao anterior. d) Cobertura São empregadas as telhas francesas, de fibro amianto - apesar de não ser indicada – e até de sapê para as instalações rústicas. A de telha francesa é a mais indicada por ser de fácil colocação e substituição, além de tornar o ambiente mais fresco. e) Comedouros e bebedouros Em geral são construídos de concreto simples. Por sobre os mesmos é executado revestimento alisado a colher. Os comedouros devem apresentar espaço suficiente para cada animal, no mínimo 0,30 m. Em abrigos rústicos de campo, para raças pequenas, o espaço pode ser de 0,10 m. Em criações no campo, com piquetes gramados, são bastante utilizados os comedouros automáticos móveis. Consistem em depósitos construídos de madeira ou metal em que a ração escorre por gravidade, com capacidade de 300 a 500 Kg. Os bebedouros, não sendo automáticos ou com água corrente, devem te capacidade diária de cada animal. Em épocas de calor estima-se em 10 litros de água por dia e por cabeça.
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