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Instalações de estufa PDF Imprimir E-mail

Ambiente protegido é aquele que propicia um microclima adequado ao desenvolvimento vegetal. Ele pode ser coberto com vidro ou plástico e são comumente chamados de estufas ou casas de vegetação.

As estufas variam no tamanho e no tipo, de modo a satisfazerem um grande número de necessidades dos agricultores. Podem ser climatizadas ou não. As estufas climatizadas são desenvolvidas de tal forma a permitir um alto percentual de automatização dos equipamentos, para que se consiga um grande controle ambiental. As estufas não climatizadas são construções simples, baratas e geralmente construídas pelos próprios agricultores.

Um efeito que ocorre no interior de um ambiente protegido é o chamado efeito estufa. A radiação solar de onda curta consegue passar pela cobertura plástica ou pelo vidro, é absorvida pelo solo contribuindo para elevar à sua temperatura. Qualquer superfície aquecida, como o solo, emite radiação sob a forma de onda longa, que sob a forma de calor vai aquecer a atmosfera adjacente ao solo. Esse calor, dentro do ambiente protegido, é transferido para camadas mais superiores, não sendo totalmente perdido devido ao anteparo que é a cobertura plástica, ou de vidro. Por esse motivo, tem-se um ambiente sempre quente, algumas vezes com temperaturas elevadas.

MODELOS DE ESTUFAS

Sempre que se pretenda se adquirir uma estufa, deve-se ter em mente o espaço disponível para sua construção e, o tamanho adequado à espécie vegetal que será plantada.

As estufas devem ser completamente revestidas com chapas de vidro ou plástico e podem ser construídas em tijolos até determinada altura. Se o cultivo da maioria for realizado em vasos, é essencial a existência de bancadas, podendo então, a área destinada à colocação das mesmas ser de qualquer material sólido e relativamente denso.

Os fatores de maior importância na escolha do modelo da estufa são a facilidade de acesso e a transmissão da luz, bem como a estabilidade e a durabilidade.

Os diferentes modelos de estufas, surgiram ao longo do tempo, por diversos fatores, cada qual aliado a uma série de exigências que podem ser entendidas pelas características da cada um. Os modelos mais conhecidos são:

a) Capela - Tem a estrutura semelhante a um galpão, com as duas abas da cobertura inclinadas, formando um triângulo. Este modelo também é conhecido por treliça, justamente pela característica de sua forma. Funciona muito bem em regiões de altas precipitações de chuva, porém tem pouca resistência aos ventos, exigindo uma estrutura resistente. Geralmente é o primeiro modelo adotado pelos agricultores que iniciam a utilização da técnica de cultivos em estufas.

b) Pampeana – é a evolução da estufa capela. A única diferença da estrutura é o telhado em forma de arco. Tem maior resistência ao vento.

c) Belle Unión – esta estufa leva o nome da cidade onde se originou, que fica no Uruguai, próxima à divisa com o Brasil. A parte correspondente ao telhado, lado norte, tem inclinação quase perpendicular aos raios solares, cuja orientação é mais inclinada no inverno.

d) Londrina – é construída basicamente de esteios e arames. A água da chuva penetra no interior da estufa, em locais determinados pela própria origem do projeto.

e) Dente-de-serra – este modelo de estufa é muito adotado na Europa e nos Estados Unidos. O que diferencia esse modelo de estufas das outras é o telhado, semelhante aos dentes de uma serra. Sua construção deve ser no sentido da direção dos ventos predominantes, com a parte semelhante aos dentes de serra voltada para o lado contrário da incidência maior de vento. Sua utilização fica restrita aos cultivos não exigentes a luz.

f) Arco – É uma estufa, que pela sua forma autoportante, oferece grande resistência ao vento. O teto abaulado obtém um excelente aproveitamento da luz solar. Toda estrutura de formato semi-circular permite facilidade de fixação do filme, como também, sua troca rápida. Este modelo é fornecido pré-fabricado em ferro galvanizado. O custo geralmente é superior ao de outras estufas.

g) Espanhola – a estufa espanhola se desenvolveu em grande escala na costa da Almeria, sul da Espanha. Como a precipitação da região é muito baixa, a parte superior da estufa é plana. Pode ser construída com maior caimento para facilitar o escoamento da água da chuva.

h) Policarbonato - Casa de vegetação climatizada: Os modelos Poly House (em arcos) e Poly Venlo (em duas águas), proporcionam condições para controle de temperatura, umidade e luminosidade dentre outras variáveis.

Fechamentos frontais, laterais e cobertura em placas de policarbonato alveolar.

Atualmente, devido aos altos custos do policarbonato, seu uso é inviável comercialmente. As aplicações desses modelos, restringem-se aos Institutos de Pesquisas e Universidades.

Poly house – estufa desenvolvida principalmente para a produção de mudas.

i) Modelo te - Este modelo é projetado em estrutura leve e prática, com perfis tubulares zincados e, sistema para fixação do plástico. O design das estruturas em túnel, permite o aproveitamento total de sua área interna.

 ORIENTAÇÃO DE UMA ESTUFA

Ao se construir uma estufa, a recomendação é que deve-se observar a orientação dos ventos predominantes, ou seja, a construção nunca deve ser perpendicular à direção do vento, e sim, construída no sentido da sua direção . Mas, para se obter a máxima vantagem da radiação solar, principalmente no inverno, a estufa deve ter seu eixo maior na direção leste-oeste. Esta posição reduz a um mínimo o sombreamento das vigas da estrutura.

É importante que o formato do teto e o material usado para cobertura obstrua o mínimo possível a radiação solar global, no período de menor incidência.

Escolha do Local e Orientação para instalação da Estufa

Existem vários fatores que merecem destaque ao se escolher o local para a instalação das estufas:

a) Topografia: O local deve ser preferencialmente plano; assim toda a área terá uma distribuição uniforme de luz. O terreno plano também facilita a irrigação e o manejo durante o cultivo.

b) Vento: Em regiões de ventos fortes, as estufas devem estar protegidas para evitar que os plásticos sofram danos, elevando os custos de produção. Para isto, é necessário construir quebra-ventos com a finalidade de diminuir a velocidade do vento. A sua instalação deve ter de 8 a 10 metros de distancia da estufa para que não haja interferência de luz. No entanto, convém ressaltar que os ventos são importantes, pois contribuem para o arejamento das plantas. Principalmente nos períodos de temperatura elevada ou em dias de umidade relativa do ar alta

c) Luminosidade: A área destinada à construção da estufa deve receber um bom nível de insolação. Recomenda-se que seja longe de bosques. O local deve receber o maior número possível de horas de sol, pois, muitas culturas são extremamente exigentes á luz.

d) Orientação: O primeiro fator que orienta a posição da estufa é a direção dos ventos predominantes. A estufa deve ser construída no sentido de sua direção, freiando o mínimo possível ao vento, aumenta assim a sua durabilidade.

O segundo fator que orienta as estufas é a luminosidade. Em regiões de pouco insolação o ideal é construir as estufas de leste a oeste. Em locais de muita insolação o recomendado é construí-la no sentido norte-sul.

 
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