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Instalações de represas PDF Imprimir E-mail

Introdução

 

Barragens de terra são projetadas e construídas para o armazenamento de água com finalidades diversas, tais como irrigação, criação de peixes, suprimento de água, geração de energia elétrica, controle de cheias, recreação e navegação.

As barragens devem opor-se de forma segura a enorme força criada pelo represamento de um grande volume de água ao longo de vários anos. Um rompimento repentino no caso de falha na estrutura da barragem pode causar muita destruição de vidas humanas e propriedades. Em virtude de tal risco o funcionamento adequado e seguro de barragens é um assunto de segurança pública extremamente importante devendo ser considerados também os aspectos econômicos.

O monitoramento de barragens é realizado através de instrumentação adequada que fornecerá dados complementares a inspeção visual de modo q um maior número de informações permita uma melhor avaliação da estrutura da obra, garantindo um incremento na segurança da mesma. O monitoramento faz-se necessário durante a construção durante o primeiro enchimento e durante toda vida útil da barragem.

Os principais problemas a serem monitorados na barragem são: deslocamentos, deformações, recalques, percolação, níveis piezométricos e pressão neutra.

É necessário saber se a nascente da barragem consegue suprir a necessidade de água durante todas as épocas do ano, caso contrário se torna inviável e inútil a sua construção.

 

Instalações

A escolha do local para as instalações da piscicultura, é de fundamental importância. Bem como pode ser considerado o processo mais dinâmico juntamente com a definição do objetivo da cultura.

Os viveiros podem ter diversas finalidades, como reprodução, alevinagem, e engorda, mas, sem duvida sua construção trata se da etapa mais onerosa de todo o processo de implantação das culturas.

 

Escolha do Local

 

O local escolhido para construção dos viveiros deva atender a algumas exigências que viabilizem o empreendimento. O primeiro fator é o custo da terra e se esta poderia ser utilizada para outras atividades mais rentáveis. A qualidade e a quantidade água disponíveis para o projeto é outro fator determinante na escolha do local, levando-se em consideração, aspectos de avaliação quantitativa e qualitativa, como vazão para engorda em torno de 10 l/segundo/ha. Determinando o sistema de cultivo e as características físicas e químicas da água.

Os tanques podem ser de terra (escavados ou com levantamento de barragens) e de alvenaria. Devem apresentar condições próximas as naturais dos peixes. Nos tanques escavados as paredes devem apresentar inclinação de 45o e as bordas devem ser grossas para evitar desmoronamento.

Para o sistema semi-intensivo, os viveiros são semi-escavados na terra, seguindo-se uma boa compactação do fundo e dos tanques. Deve-se prever a limpeza superficial da área, com eliminação de tocos, pedras e camada vegetal, antes do estaqueamento para marcação dos viveiros.

Na criação intensiva os viveiros são escavados, dando-se preferência a solos com declive de até 5% (ótimo de 0,2 a 1,0%) não sendo aconselháveis terrenos com mais de 12% de declividade pois se tornam necessárias medidas de segurança como curvas de nível, cordões verdes, etc., para evitar erosão e assoreamento.

No sistema superintensivo os tanques não devem exceder os 400 m2, podendo ser gaiolas flutuantes ou tanques de concreto.

Quanto ao tipo de solo, de modo geral, são preferenciais aqueles que não permitem infiltrações excessivas, ou seja, solo não permeável, para que não haja perda de água. Os solos excessivamente argilosos, não são ideais, devido ao encharcamento compactação e rachamento; podendo ser utilizados com restrições.

 

Derivação

 

A derivação das águas deverá ser do tipo individual e paralela, ou seja, a água que entra em viveiro é, posteriormente eliminada, sem que esta seja aproveitada em outro viveiro subseqüente.

 

Dimensões

 

O tamanho dos viveiros deverá ser calculado de acordo com a natureza de cada projeto, em função do sistema de cultivo e topografia do terreno. Viveiros de grande porte são recomendados para obtenção de bons resultados, os com áreas entre 1000 e 5000 m2 são os mais utilizados em projetos de natureza comercial. A forma retangular é a mais adequada para o manejo, na proporção máxima de 3:1 (comprimento: largura).

 

Profundidade

 

A contar da lâmina d'água até o fundo do viveiro, a profundidade deverá ser de 1,00m no ponto de abastecimento e declinar até 1,50m no ponto de drenagem. Deve-se prever, no mínimo 30 cm de porção emersa nos taludes.

 

Sistema de abastecimento

 

O transporte da água dos viveiros poderá ser efetuado por canalizações fechadas ou a céu aberto, através de canais escavados na terra, revestidos ou não com lonas plásticas ou, também , através de canais construídos em alvenaria.

 

Vertedouros

 

A água deverá abastecer os viveiros, na sua porção superficial, através de canos posicionados ao meio do talude, a uma altura mínima de 30 cm acima da lamina d'água. O controle da quantidade de água poderá ser efetuado através de registros de gaveta ou por caixas tipo comporta.

 

Sistema de drenagem

Comporta tipo monge

 

Construída em concreto ou alvenaria e instalada no meio da porção final do viveiro. Tal aparato irá contribuir para regular a altura d'água no viveiro, possibilitando a drenagem constante na porção inferior, sem prejudicar o nível de profundidade.

Para facilitar o manejo durante a drenagem total dos viveiros, deve-se construir um platô de drenagem (calçada de concreto com 7 cm de espessura instalada à frente do monge).

 

Canal de drenagem

 

O cano de descarga do monge deverá atravessar o talude na sua porção inferior, despejando a água da drenagem em um canal, que irá conduzi-la para um ponto de despejo em nível inferior dos viveiros, deverá ser escavado na terra e protegido, nos pontos de drenagem, por revestimento em concreto.

 

Represas de terra.

 

Os reservatórios são importantes em uma fazenda porque se o seu abastecimento de água, ou mesmo sistema de irrigação fossem feito através de rios, poderia ocorrer falta de água nas épocas de estiagem.

Por outro lado muitas vezes na época das cheias, os rios provocam graves estragos, e uma forma de se evitar isso é lançando-se mão das represas de terra, que regularizam o curso do rio.

Assim um reservatório permite reter água tanto na época de cheia como na época de seca, tendo assim um ótimo aproveitamento de na sua construção.

A construção do reservatório é realizada no curso de um rio, através da montagem de uma barragem. Uma série de cálculos ,fixam a altura desta, de tal forma a se obter o volume de água necessário.

Para se optar pelo local onde será realizado o reservatório devem-se considerar os seguintes itens:

 

  • Procurar um local onde não seja muito largo, pois isso implicara no alto custo da obra, e o gasto na obra é o principal fator a ser visto.

 

  • É importante escolher bem o local, que não seja um, local bem valorizado.

 

  • Se o solo não é poroso, pois assim não permitiria a fuga da água.

 

  • O tamanho da barragem, e do reservatório deve ser bem analisado para que haja resultados satisfatórios.

 

  • Procurar fazer barragens em locais profundos, e não em terrenos planos, assim não inundaria uma boa quantidade de terras férteis.

 

  • Evitar rios que carreguem muitos sedimentos, pois com o tempo prejudicaria o armazenamento de água.

 

  • A qualidade da água deve ser muito boa, para que atenda as necessidades que deseja.

 

As barragens responsáveis pelo armazenamento de água normalmente são simples, podem ser de madeira ou pedras, cobertas de terra. Por serem feitas dessa forma e se houver enchentes fortes e forem estouradas, podem ser reconstruídas facilmente.

Há construções mais sofisticadas, construídas de madeira, madeira e pedra ou só de pedra, o que se tornaria muito cara e trabalhosa sua reconstrução.

 

Os lados da barragem são chamados de Taludes.

O lado em contato com a água é chamado de Talude de Montante, e o lado oposto é de Jusante.

 

Há dois tipos de barragens que podem ser construídas na zona-rural. No primeiro é construída uma represa no rio onde forma um reservatório, e o excesso de água passa por cima da barragem, e segue seu destino ( é indicado para barragens pequenas ). O outro tipo ao em vez do excesso de água passar por cima da barragem é construído uma passagem especial onde a água passa, essa passagem pode ser feita de concreto e é chamada de vertedouros, nesses casos são de grande altura.

 

É muito importante que nas barragens sejam cobertas por uma vegetação, para que aumente a resistência do solo compactado na barragem, para que futuramente não tenha prejuízos.

 

Barragens com vertedouros podem chegar a 20m de altura, assim não alterando o curso do rio. É importante uma boa fixação da barragem no solo, por isso que se usa cavalo em forma de trincheiras, que depois de preenchidas formas um corpo só com a barragem.

Já as barragens de pedras o Talude de Montante pode ser feito de terra ou concreto armado.

 

Para sabermos a vazão de água de um rio pequeno é só pormos um reservatório enterrado a margem desse rio, e verifica-se o tempo, necessário para se enchê-lo. Com esses dados volume e tempo se faz o calculo, a vazão q = v/t.

 

Para maiores cuidados com a barragem é necessário que a parte superior ( crista da barragem ) esteja de 1,5m a 2,0m acima do nível da água, quando ela é do tipo que tem vertedouros.

É bom revestir o Talude de Jusante com grama ou outra vegetação e procurar construir apresentando degraus, o Talude de Montante tem que ser o mais impermeável possível, Normalmente a largura da parte superior da barragem tem 3,5m para permitir a sua utilização de passagem de veículos, muitas vezes para que não haja infiltrações de água através da barragem, é construída uma parede, em alvenaria ou em concreto armado, em seu interior. Isso com o tempo pode fazer com que o dique se arrebente.

 

As Microbacias e o meio ambiente

 

De acordo com o agrônomo e professor F. Lombardi Neto, do Instituto Agronômico de Campinas – IAC (SP), o manejo do solo e da água de maneira isolada e momentânea constitui o caminho da degradação desses dois recursos.

Segundo ele, os trabalhos de manejo do solo e da água de maneira geral até hoje têm sido decorrentes de ações isoladas nas propriedades agrícolas, carentes de uma abordagem ampla, ou seja, do aproveitamento integrado dos recursos naturais : solo, água, flora e fauna.

Lombardi vê nas microbacias hidrográficas – o que coincide com a opinião de outros especialistas no assunto – um caminho para a busca de novas soluções e enumera as finalidades das microbacias:

. Propiciar o manejo adequado do solo, água, flora e fauna;

. Incrementar a produção e a produtividade agrosilvo-pastoris;

. Diminuir os riscos de secas e inundações;

. Evitar os processos de degradação do solo ( sobretudo a erosão )

. Propiciar a disponibilidade de água para usos múltiplos ;e

. Estimular o planejamento, a organização e a comercialização da produção municipal;

 
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